Maria Vvedenskaya


I was supposed to have met Maria, back in August, when I went to Helsinki. But at the time, she was out of town, so, it didn’t happen. Fortunately, her modelling life, brought her to Lisbon and we finally got the chance to meet in person 🙂 

And I think that ended up being for the best. If you remember the shootings I did in Helsinki, with Jasmin, Johanna or Lotta, were all done in the street, because I didn’t have a place there to shoot. And I’m pretty happy with the results, but when you’re trying to get that kind of more intimate looking shots that I like to do, it’s very hard to achieve that in the middle of the street. In the studio, it’s a totally different thing and I think I managed to achieve that with Maria. 

Another thing that helped being in the studio with Maria, was that during our shooting & talking and specially because of some subtle moves she did, I got the impression she had some kind of dancing background. So I asked her. And I was right, she did ballet when she was younger. I asked her if she wanted to try some moves, she warned me that she hadn’t done it for years and then started moving. Dancing is something that comes from within, but it’s also like riding a bicycle. Your coordination might be rusty, but the moves are somewhere still in there. 

And when she started dancing, that’s where the surprise came in. She seemed like a different person. Maria is a very nice and easy going girl, but when she started dancing, she seemed to go somewhere else. A place of her own. A place full of joy and freedom. And for someone who was watching from the outside, I just couldn’t help but smiling and clicking 🙂 

At the end of the day, while driving back home and thinking about this shooting, I just kept on wandering about how magical photography can be and how putting people in these unexpected situations, can make them change, even if just for a few minutes. And now that I’m writing this… it’s not really just a few minutes… it’s forever! Because I have the photos to remember Maria, that she can get to that very own place of hers, whenever she wants.


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Eu era para ter conhecido a Maria, em Agosto, quando fui a Helsínquia. Mas na altura, ela acabou por ir para fora e não chegámos a encontrar-nos. Felizmente, a vida de modelo, acabou por a trazer a Lisboa, onde tivemos oportunidade de nos conhecer pessoalmente 🙂 

E acho que até acabou por ser melhor assim. Não sei se ainda se lembram das sessões que fiz em Helsínquia, com a Jasmin, a Johanna ou a Lotta, mas todas elas foram fotografadas na rua, porque eu não tinha um estúdio lá. E fiquei bastante contente com os resultados, mas quando estás a tentar criar imagens num registo mais intimista, como eu gosto de fazer, torna-se muito difícil de conseguir isso, no meio da rua. Já em estúdio, a conversa é outra e acho que consegui chegar lá, nesta sessão com a Maria.

Outra coisa que ajudou, no facto de estar em estúdio com a Maria, foi que durante o processo de conversa/fotografar e em particular, por causa de alguns movimentos subtis que ela ía fazendo, fiquei com a impressão de que ela teria algum background de dança. Perguntei-lhe, claro. E tinha razão, ela fez ballet quando era mais nova. Perguntei-lhe se queria experimentar dar uns passos e ela avisou-me logo, que não o fazia há anos, mas lá começou com aqueles movimentos típicos do ballet. A dança é uma coisa que vem e dentro, mas é também um bocado como andar de bicicleta. A coordenação pode estar enferrujada, mas o espírito da coisa, ainda está lá dentro.

E quando ela começou a dançar, foi quando me surpreendi. Ela parecia outra pessoa. A Maria é bastante simpática e afável, mas quando ela começou a dançar, parecia que estava noutro sítio. Um sítio muito dela. Um sítio cheio de alegria e liberdade. E para mim, que estava de fora a assistir, não pude deixar de sorrir enquanto ía clicando 🙂

No fim do dia, quando estava a voltar para casa e a pensar nesta sessão, não conseguia deixar de pensar no quão mágica a fotografia pode ser e como colocar as pessoas sob situações inesperadas, pode fazê-las transformarem-se, ainda que por apenas alguns minutos. E agora que escrevo isto… na verdade não são apenas alguns minutos… é para sempre! Porque agora, eu tenho fotografias que podem ajudar a Maria a lembrar-se, de que ela pode voltar àquele "sítio dela", sempre que quiser.

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